









Com uma confusão de idéias e sentimentos, este blogueiro encerra a primeira semana de trabalhos, em Abreulândia (To). Alegria e tristeza, decepção e esperança se misturam, pensando em tudo o que vivemos aqui no interiorzão desse nosso brazilzinho. Sim, brazilzinho, em minúsculo, em diminutivo, que reduz a nada o valor das pessoas, das crianças, da escola, do sorriso, da vida.
De ouvir depoimentos de crianças que, pegas às 9 da manhã em casa pelo escolar, chegam, à tarde, e a merenda?, hoje não tem. E comer, de novo, só ao chegar em casa, à noite; de brincar com o Ruan, que aos três não anda ou fala; de Gabriel e Cristinano na goiabeira; de ver a terra verde da soja plantada num lado, e bege, cinza, com sede, do outro; da planta plantada, morta, e renascida pintada na porta de casa; de ver que, muito mais que os quilômetros que separam a fazenda produtiva, de um lado da estrada e do assentamento, do outro, está o homem, desumano, com sua política apolítica, que não vê que a terra produzindo devolve, em tributos e sorrisos, muitas vezes mais, tudo que investirmos nela.
De tudo isso, não consigo me livrar para dormir.
Seguem algumas fotos, espero, que de mais sorrisos que de dor.
Abraços a todos, Daniel
Indignado e desafiado e a certeza de que muito temos que fazer em tempos em que o lugar comum parece ser a concordância ou cumplicidade com os desmontes dos direitos (sociais, políticos e trabalhistas). Assim sintetizo a semana que passou.
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