terça-feira, 27 de julho de 2010

Sindicato Rural: a colcha na Bahia

Hoje pela manhã fizemos - a turma do serviço social - uma atividade com o pessoal do Sindicato Rural de Santo Estevão. Houve uma demanda da presidente do sindicato, Jacirene, para que estimulássemos e ainda, alertássemos o grupo de artesãos quanto à importância de organizar, de articular o grupo para juntos, ganharem mais força e empreenderem de forma cooperativa. Pra vocês terem uma ideia, a manhã foi tão produtiva que não queriam deixar nossa equipe sair de lá. Tanto é que, na quinta-feira, teremos um estande na famosa Festa do Milho de Santo Estevão, pra continuar nossas oficinas para os empreendedores rurais.

Esse encontro contou com vários momentos, mas teve seu ponto alto, no desenvolvimento da colcha de retalhos, com a participação de todos os presentes de forma intensa e dialógica.

Houve, inclusive, um episódio digno de ser relatado. Uma das vertentes que costumo abordar no empreendedorismo, é a da realização de sonhos. E a palavra "sonhos", foi repetida diversas vezes por mim e pelos participantes. Assim, quando uma das artesãs me pediu que escrevesse na colcha uma frase ditada por ela, ao invés da palavra "frutos", acabei trocando e escrevendo "sonhos". Ao perceber o meu equívoco, ela imediatamente e de forma indignada me chamou e disse:
_ Você errou! Eu pedi para você escrever "frutos" e você escreveu "sonhos".

Imedintamente me desculpei e me prontifiquei a consertar o erro. E ela, me deu uma lição da qual eu não vou esquecer e ainda, que irei, de hoje em diante, incluir nas minhas aulas sobre empreendedorismo. Ela me explicou assim a sua indignação com meu erro quase grosseiro:

_ Flávia, não fique chateada comigo, mas você precisa entender que "frutos" são muito diferentes de "sonhos". Eu já sonhei. Eu já plantei. Agora, eu só preciso ver crescer o meu fruto. Eu preciso dos resultados. Preciso ver frutificar a ideia. Não dá mais pra sonhar!!!! De sonho, nosso povo tá cheio! A gente tem é que pôr pra funcionar!

Agradeci demais a ela pela aula tão ricamente apresentada. Recortei um novo tecido, reescrevi a palavra correta, colei na colcha, na minha mente e no meu coração.

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